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domingo, 26 de setembro de 2010

Renascimento cultural - Capela Sistina (visita 3D)

É pouco provável que você não conheça a imagem acima! Ela representa o toque divino que cria Adão. Pois saiba que tal pintura é um "mero detalhe" de uma grandiosa obra! Ela faz parte de uma série de pinturas extremamente elaboradas, feitas por Michelangelo e que ilustram a Cape Sistina, que fica no Vaticano.
Então, que tal conhecer os demais detalhes desta obra? Não, você não precisa ir a Europa (se bem que, seria ótimo ir até lá!) para acontecer estes detalhes. É só clicar no link abaixo e fazer um visita 3D a Capela Sistina. Fique a vontade:

Visite o site e comente o que você achou!
Abraços,
Prof. Samuka Araújo

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Império Mali

por Érica Turci*

O Reino de Mali era, a princípio, uma região do Império de Gana habitada pelos mandingas. Era composto por 12 reinos menores ligados entre si, e tinha como capital Kangaba. Os mandingas chamavam seu território de Manden (= terra dos mandingas).

Após anos de guerras entre os soninquês de Gana e os almorávidas (século 11), e depois das guerras com os sossos (século 12), Mali conseguiu sua independência e adotou o islamismo. E, apesar de passar por um período de crise política e econômica, conseguiu se restabelecer e, em 1235, os mandingas de Mali conquistaram o território do antigo Império de Gana, sob a liderança de Maghan Sundiata, que recebeu o título de Mansa, que na língua mandinga significa "imperador".

O nome que os mandingas davam ao seu império era Manden Kurufa; o nome Mali era usado por seus vizinhos, os fulas, para se referir ao grande império. Manden Kurufa significa Confederação de Manden. A capital era Niani (atualmente uma aldeia na República da Guiné).

Ao contrário do Império de Gana, que somente se preocupava em manter os povos dominados, a fim de controlar o comércio regional, o Império de Mali se impôs de forma centralista, estabelecendo fronteiras bem definidas e formulando leis por meio de uma assembleia chamada Gbara, composta por diversos povos do império. A aplicação da justiça era implacável, tanto que vários viajantes se referiam aos povos negros como "os que mais odeiam as injustiças - e seu imperador não perdoa ninguém que seja acusado de injusto". Acredita-se que o Império de Mali tivesse a extensão da Europa Ocidental.

O Império de Mali se tornou herdeiro do Império de Gana, pois passou a controlar todo o comércio local. O ouro extraído por Mali sustentava grande parte do comércio no Mediterrâneo. Conta-se que, entre 1324 e 1325, Mansa Mussa, em peregrinação a Meca, parou para uma visita ao Cairo e teria presenteado tantas pessoas com ouro, que o valor desse metal se desvalorizou por mais de 10 anos.

Também sob o reinado de Mussa, a cidade de Timbuktu (ou Tombuctu) se tornou uma das mais ricas e importantes da região. Sua universidade era um dos maiores centros de cultura muçulmana da época, e produziu várias traduções de textos gregos que ainda circulavam nos séculos 14 e 15. A grandiosidade de Timbuktu atravessou os tempos e, no século 19, exploradores europeus se embrenharam pelos caminhos africanos, seguindo o rio Níger, em busca da lendária cidade.

O Império de Mali entrou em decadência a partir do final do século 14, em função das disputas políticas internas e das incursões dos tuaregues (povo berbere), sendo conquistado, no século 15, pelos songais (povo africano até então dominado por Mali). Foi nesse mesmo século que os portugueses, em pleno processo de expansão marítima, conheceram o já decadente Mali.

Retirado de:

Vídeo sobre a cidade de Timbuktu (ou Tombuctu):


BARÃO DO RIO BRANCO - 5ªTB e 5ªTC - Avaliação I do 3º Bimestre

5ªTB e 5ªTC
Data da prova:
15/09/2010
Conteúdos:
- Hebreus, fenícios e persas (pg. 108, 109, 112, 115 até 119)
- Reino Kush (pg. 126, 129, 131 e 132)
- Caderno

Texto publicado no blog para auxiliar seus estudos:

BARÃO DO RIO BRANCO - 6ª Série - Avaliação I do 3º Bimestre

6ªTF
Data da prova:
15/09/2010

Conteúdos:
- Formação Monarquias Nacionais Européias (pg. 84 e 85)
- Renascimento Cultural (pg. 99 até 103)
- Reforma e Contrarreforma (pg. 106 até 110)
- Caderno

Texto publicado no blog para auxiliar seus estudos:


6ªTC,
6ªTD e 6ªTE
Data da prova:
17/09/2010

Conteúdos:
- Formação Monarquias Nacionais Européias
- Grandes Navegações
- Caderno

Texto publicado no blog para auxiliar seus estudos:

domingo, 12 de setembro de 2010

Pérsia antiga

por Érica Turci

Estudar a Pérsia antiga significa estudar as origens históricas de um país que hoje tem grande destaque na política internacional: o Irã.

O país que conhecemos por Irã foi chamado de Império Persa até 1935. Contudo, inúmeros documentos, desde o século 7, se referem ao mesmo povo às vezes como persas, às vezes como iranianos.

Em 550 a.C., Ciro II, um governante persa, venceu a Média e unificou persas e medos, iniciando o Império Persa sob a dinastia dos aquemênidas.

Dario I deu continuidade as conquistas de Ciro II e se destacou como o maior governante dentre os aquemênidas. Ao mesmo tempo em que conseguiu conter diversas sublevações dentro do Império, manteve a política de seus antecessores com os diferentes povos dominados: cada povo tinha certa autonomia, desde que se mantivesse fiel ao imperador persa, enviando os tributos e fornecendo trabalhadores e contingentes militares.

Para facilitar a administração de tão vasto domínio, Dario I dividiu o império em satrapias, unidades administrativas que respeitavam os antigos limites políticos dos povos conquistados, e entregou cada uma delas a um sátapra, nobre de origem persa ou meda, escolhido pelo próprio imperador. O sátrapa, contudo, não podia transferir aos seus descendentes tal privilégio.

Além disso, Dario criou uma rede eficiente de estradas e um sistema de correios para viabilizar a comunicação entre as várias regiões. E para manter seus sátrapas constantemente vinculados aos interesses imperiais, aumentou o número de funcionários reais que fiscalizavam cada satrapia (os "olhos e ouvidos do rei").
Mapa demonstrando as conquistas de território e a principal estrada dos persas, que ligava as cidades de Susa e Sardes.

Religião
Dario 1º, como grande imperador, ligou o seu nome ao deus Ahuramazda, transformando o zoroastrismo na religião oficial do império. Tal religião se fundamentava nos ensinamentos de Zaratustra (ou Zoroastro), um personagem semilendário que escreveu o livro Zend-Avesta, que fala sobre a existência de um grande deus chamado Ahuramazda, criador de todo o mundo, que no final dos tempos julgaria os humanos a partir de suas atitudes.

Adaptado de:
http://educacao.uol.com.br/historia/persia-antiga.jhtm

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Mesopotâmia: Evolução econômica, política e militar

por Érica Turci

Na Alta Mesopotâmia, região ocupada por uma das chamadas Civilizações Hidráulicas, as cheias dos rios Tigre e Eufrates ocorriam entre os meses de abril e maio, quando as geleiras das montanhas da Armênia derretiam e chegava a temporada das chuvas. Registros da época descrevem alagamentos que cobriam o solo "até onde os olhos não alcançam", muitas vezes destruindo tudo ao redor.

As técnicas para controlar tais cheias se desenvolveram ao mesmo tempo em que a civilização chegou aos povos mesopotâmicos. O trabalho árduo, de todos os membros das aldeias, possibilitou a construção de obras hidráulicas, como muros de contenção, diques, canais de irrigação e poços de armazenamento de água para o período da seca.

E exatamente por que esses trabalhos exigiam grande quantidade de pessoas em atividade constante (limpando, reformando, ampliando) e um bom planejamento, surgiram, por volta de 3.700 a.C, Estados centralizadores, que coordenavam tais tarefas.

Estados teocráticos
Especialistas na história da Mesopotâmia acreditam que os primeiros líderes políticos dessas cidades eram escolhidos por uma assembléia de cidadãos, já que a população que as habitava era pequena e cada família oferecia todos os seus membros aptos para as exaustivas tarefas nas obras de irrigação.

A elite privilegiada era formada por sacerdotes que, a fim de aplacar a fúria dos deuses e impedir novos e graves alagamentos, arrebanhavam mão-de-obra para a construção de templos que serviam para o culto religioso e, também, como celeiro para o excedente de produção a ser oferecido ao panteão de divindades. Na prática, contudo, os grãos sustentavam os sacerdotes, representantes dos deuses na terra. Aos poucos, os reis foram sendo associados a essa elite religiosa, surgindo os Estados teocráticos.

Economia e surgimento da escrita
A agricultura floresceu às margens do Tigre e do Eufrates. A base da alimentação era composta por cereais, principalmente a cevada e, em segundo plano, o trigo. O linho e o algodão também eram plantados. Com as obras hidráulicas, o excedente agrícola possibilitava o sustento dos reis, de suas famílias e de um número cada vez maior de funcionários públicos.

O comércio, à base de troca, também prosperou, pois a Mesopotâmia era (e ainda é) muito pobre em metais, pedras preciosas ou semipreciosas e madeira. Quanto mais a produção agrícola aumentava, mais os reis tinham condições de ir buscar em terras distantes produtos para ampliar a produtividade e ostentar seu poder.

Além da agricultura, povos nômades viviam da criação do gado miúdo (cabras, ovelhas, porcos), o que complementava a alimentação e o comércio das cidades. Daí, também, ser necessária a contabilidade da receita que se ampliava. A escrita se desenvolveu, portanto, para controlar a produtividade. As primeiras plaquetas de argila que contêm a escrita cuneiforme demonstram claramente essa importância. E tais plaquetas estão entre as mais antigas formas de escrita do homem.

A religião
Assim como a maioria dos povos da Antiguidade, os mesopotâmicos erampoliteístas. Na Mesopotâmia, um incontável panteão de deuses e semideuses fazia parte da religião.

Apesar de a mitologia mesopotâmica ser ampla e complexa, seus deuses se organizavam em uma hierarquia clara, de acordo com a influência de seu poder. Os mais importantes eram: An (deus do céu), Enlil (deus do ar), Enki (deus da água) e Ninhursag (mãe-terra). Foram eles que, através de suas palavras, teriam criado o mundo. Desse mito talvez tenha nascido a crença no poder das palavras divinas.

Os filhos desses deuses estavam um degrau abaixo na escala de poder divino. Eram milhares de divindades, cada uma responsável por um aspecto do mundo, por uma parte do universo, agindo com o intuito de manter em funcionamento o plano iniciado por seus pais.

Os mesopotâmicos acreditavam que esses deuses, principalmente os deuses criadores, estavam muito distantes e muito ocupados com suas tarefas, para dar atenção às necessidades dos homens. Assim, para suprir as carências humanas, também existiam os deuses pessoais, que cuidavam da orientação de cada indivíduo e de sua família.

Os zigurates
Além disso, cada cidade-estado tinha seu deus protetor, que era honrado pelo rei do local e pelos mais importantes sacerdotes. Um templo em forma de pirâmide de degraus, o zigurate, era construído para servir como sua morada. O mais famoso zigurate foi construído para o deus Marduk, localizava-se naBabilônia e também é conhecido por Torre de Babel.

De qualquer forma, todos os deuses tinham características próximas às humanas (o que chamamos deantropomorfismo): casavam-se, tinham filhos, tinham ataques de fúria ou de extremo amor, podiam ser melancólicos, preguiçosos, invejosos ou, também, alegres, caridosos. Embebedavam-se, eram enganados por outros deuses, brigavam entre si por mais poder. Cada aspecto desses deuses foi relatado por uma longa série de mitos.

Segundo a crença da Mesopotâmia, para que toda a existência fosse ordenada, Enlil (deus do ar) criou o me, uma espécie de "lei universal" que governava a tudo e a todos, inclusive aos deuses. Esse me gerava conforto nos mesopotâmicos, pois sabiam que tudo continuaria eternamente funcionando segundo a ordem divina. E, dentro dessa ordem, acreditavam que o homem tinha sido criado com um único propósito: servir aos deuses, que deveriam ser respeitados, alimentados e abrigados em templos, para que não lançassem sua ira sobre os mortais.

Fonte: http://educacao.uol.com.br/

sábado, 5 de junho de 2010

5ª série - Pinturas rupestres - Exemplos para o trabalho de História

Serra do Cabral - Minas Gerais (Brasil)


Parque da Serra da Capivara - Piauí (Brasil)


Parque da Serra da Capivara - Piauí (Brasil)


Parque da Serra da Capivara - Piauí (Brasil)

Caverna de Lascaux (França)


Caverna de Lascaux (França)

Caverna de Lascaux (França)

Castellon (Espanha)

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Cruzada: Igreja promove expedições militares para conquistar Jerusalém

Fernanda Machado*

Entender o que foram as Cruzadas não é difícil se partirmos inicialmente do entendimento de seu próprio nome. Seu nome deriva da palavra "cruz", que indica o martírio de Jesus Cristo, carregando-a e sendo nela pregado, até morrer de maneira lenta e dolorosa. Durante a Idade Média, a Igreja transformou a cruz no símbolo do cristianismo. Assim, as Cruzadas foram expedições organizadas pela Igreja para levar o cristianismo para outros povos, que não seguiam essa religião.

No entanto, para impor essa cruz, ou a fé em Cristo, para ou praticantes de outras religiões, não adiantava usar somente a palavra. Para povos que oferecessem resistência, a palavra seria de pouca serventia. Assim, a força armada era o principal elemento dessas expedições, que se denominavam também de "Guerra Santa".

A principal justificativa das Cruzadas foi reconquistar territórios perdidos para os inimigos da fé católica, ao mesmo tempo trazendo novos povos e regiões ao domínio da Igreja. Assim, a primeira Cruzada partiu em 1096 para Jerusalém, no Oriente Médio, região do nascimento de Jesus, considerado lugar sagrado pelos cristãos.

Os dois lados das Cruzadas: o cristão (esquerda) e o muçulmano (direita)

"Infiéis" na Terra Santa
Jerusalém havia sido dominada pelos turcos, que eram praticantes do Islamismo e proibiram a presença cristã na chamada "Terra Santa". Essa primeira Cruzada durou três anos: percorreu grande parte do continente europeu e, atravessando parte do mar Mediterrâneo, chegou a Jerusalém por terra.

Ao longo de mais de 200 anos, entre os séculos 11 e 13, foram realizadas oito Cruzadas. A mais longa durou seis anos e a mais curta, apenas um. No decorrer desse período, as Cruzadas foram desfazendo o isolamento em que a Europa se metera na Alta Idade Média, e reativando cada vez mais o trânsito por mar, chegando, inclusive, a retomar o contato com o continente africano.

Essas expedições em busca de novas terras atraíam milhares de pessoas. Havia um forte elemento religioso que motivava essas pessoas a virarem os "soldados de Deus". Ao atribuir às Cruzadas o caráter de "Guerra Santa" e considerá-las sagradas, a Igreja católica prometia aos seus soldados um lugar no Paraíso, depois de sua morte. Mas, além da justificativa religiosa, o interesse econômico de atacar outros povos, invadir suas cidades e saquear suas riquezas, era certamente algo interessante para os cavaleiros que marchavam nas Cruzadas.

Uma Cruzada paralela
Assim, mais do que empreendimentos exclusivamente espirituais, as Cruzadas foram financiadas tanto pela Igreja, como pelos nobres e por ricos comerciantes, como um negócio ou investimento. Por outro lado, uma legião de miseráveis acabou se juntando à primeira delas, e compôs uma Cruzada paralela, não oficial, que chegou a ser condenada pelo Papa.

Isso ocorreu entre 1096 e 1099. Assim, essa primeira expedição oficial que rumava para Jerusalém, a fim de reconquistar a terra ocupada pelos turcos, foi copiada por uma expedição de pobres e miseráveis, que também queria seu lugar no céu, bem como riquezas na Terra. No entanto, essa "Cruzada paralela", organizada por Pedro, o Eremita, que conseguiu juntar 50 mil fiéis, foi aniquilada ao chegar em Constantinopla.

Já a Cruzada oficial, financiada pela nobreza e comandada por Godofredo de Bouillon, contou com 100 mil homens soldados e terminou com um final feliz para os cruzados: eles conseguiram não só reconquistar Jerusalém, como também a tomar a terra dos turcos.

Diversas representações de cruzados (guerreiros cristãos), um cavaleiro templário e imagem do filme "Cruzada"

Saladino e Ricardo Coração de Leão
Quase 50 anos depois, Jerusalém foi reconquistada pelos turcos e a Igreja teve nova justificativa para empreender uma outra Cruzada. Assim, entre 1147 e 1149, ocorreu a Segunda Cruzada, financiada por nobres franceses e germânicos. No entanto, essa campanha resultou num grande fracasso para os europeus.

Quatro décadas se passaram, quando se resolveu empreender mais uma expedição militar à Terra Santa, que, dessa vez, estava sob o domínio de um sultão árabe, Saladino. Essa Terceira Cruzada, ocorrida entre 1189 e 1192, mais do que ter financiamento dos nobres, teve a presença dos reis de três dos principais reinos daquele período: da França, com Felipe Augusto; da Inglaterra, com Ricardo Coração de Leão, e do reino germânico, com Frederico Barba Ruiva.

Saladino vestido para o combate e em uma reunião com seus seguidores

Apesar disso, a expedição também foi derrotada militarmente. O Barba Ruiva morreu antes de chegar ao campo de combate, ainda que Ricardo Coração de Leão tenha conseguido um acordo com Saladino, o que permitiu aos cristãos pelo menos o direito de rezarem desarmados em Jerusalém.

Venezianos e crianças
As demais Cruzadas não foram expressivas pelo sucesso de sua missão religiosa, mas por outros motivos. Assim, a Quarta Cruzada, realizada entre 1201 e 1204, que foi financiada pelos comerciantes de Veneza, trouxe grandes benefícios a seus organizadores, pois submeteu povos da Grécia e os bizantinos aos tratados comerciais venezianos.

Em 1212, houve uma Cruzada bastante curiosa, não reconhecida pela Igreja católica, organizada por um menino de 12 anos, chamado Estevão de Cloyes. Este garoto conseguiu juntar com ele mais 30 mil jovens, que acreditavam que o Mar Mediterrâneo se abriria para eles chegarem até o Oriente Médio. Muitos comerciantes e proprietários de navios se interessaram por essa Cruzada, prometendo transportar as crianças para a Terra Santa. Na verdade, o que fizeram foi vendê-los como escravos nas cidades pelas quais passavam.

As últimas Cruzadas
Todas as outras Cruzadas foram fracassos militares: tanto a Quinta, organizada entre 1217 e 1221, quanto a Sexta, realizada entre 1228 e 1229. Esta última foi condenada pelo Papa, pois seu líder, Frederico 2º, Imperador do Sacro Império Germânico passou por cima da autoridade papal, fazendo acordos diplomáticos com os egípcios.

Finalmente, com quase 30 anos de distância uma da outra, a Sétima e a Oitava Cruzadas foram realizadas pelo rei francês Luiz 9º. Este rei, tratado com um santo pela Igreja católica, foi feito prisioneiro pelos seus inimigos durante a Sétima Cruzada (que durou 6 anos, entre 1248 a 1254). Na Oitava e última Cruzada, que durou apenas um ano, em 1270, o final da expedição foi ainda pior. A maior parte dos cruzados, inclusive Luiz 9º, acabou morrendo de peste antes de chegar à Terra Santa.

Como pudemos ver, as Cruzadas envolveram interesses e crenças de diversos grupos sociais da Idade Média. Pobres, vagabundos, crianças sem perspectiva; nobres poderosos, influentes reis em busca de expansão de seus poderes; ricos comerciantes dispostos a estabelecerem novas rotas de comércio. Todos essas pessoas, com seus projetos e intenções fizeram parte das expedições religiosas e armadas, idealizadas pela Igreja católica para ampliar o domínio do cristianismo no mundo.

Texto retirado de:
http://educacao.uol.com.br/historia/ult1690u15.jhtm

quarta-feira, 2 de junho de 2010

BARÃO DO RIO BRANCO - 6ª séries - Roteiro para debate e trabalho sobre as Cruzadas

Qual é a data do debate e da entrega do trabalho escrito?
6ªTC – 18/06/2010 (sexta-feira)
6ªTD – 18/06/2010 (sexta-feira)
6ªTE – 18/06/2010 (sexta-feira)
6ªTF – 22/06/2010 (terça-feira)

Qual grupo eu faço parte e como me preparo para o debate?
GRUPO I – alunos com número impar
GRUPO II – alunos com número par
- Cada aluno deve ler o texto do seu grupo e a partir dele, se preparar para o debate. Você encontra os textos nos seguintes links:
GRUPO I - "Os 2 lados das Cruzadas: A visão cristã":

GRUPO II - "Os 2 lados das Cruzadas: A visão muçulmana": http://professorsamuka.blogspot.com/2010/06/os-2-lados-das-cruzadas-versao.html

- A participação no debate vale 0,3 pontos. Serão avaliados os seguintes itens sobre a participação no debate: 1) Comportamento e organização individual ou do grupo; 2) Caracterização e figurino; 3) Argumentação nos questionamentos ou nas respostas.

Como devo fazer o trabalho escrito?
- A partir do texto preparado pelo professor, do livro didático, do blog do professor e de outras fontes, o aluno deve fazer o trabalho proposto pelo professor, respondendo as questões relacionadas as Cruzadas.
- O trabalho escrito pode ser feito individualmente ou em dupla. Porém, sua dupla deve ser do mesmo grupo que o seu (Grupo I ou Grupo II).
- O trabalho escrito deve ser entregue na mesma data em que acontecer o debate.
- Trabalho escrito individual ou em dupla (VALOR 1,5)
- Serão aceitos somente os trabalhos manuscritos com CANETA AZUL OU PRETA.

Onde encontro as questões do trabalho?
Você pode tirar o xerox das questões na secretária da escola ou através do link abaixo:
http://professorsamuka.blogspot.com/2010/06/barao-do-rio-branco-6-series-trabalho.html

E se eu tiver dúvidas?
Qualquer questionamento pode ser feito ao professor em sala de aula ou através deste blog.

BARÃO DO RIO BRANCO - 6ª séries - Trabalho: Os 2 lados das Cruzadas - Questões para resolução (VALOR 1,5 pontos)

ORIENTAÇÕES IMPORTANTES:

– Data do debate e da entrega do trabalho escrito:
6ªTC – 18/06/2010 (sexta-feira)
6ªTD – 18/06/2010 (sexta-feira)
6ªTE – 18/06/2010 (sexta-feira)
6ªTF – 22/06/2010 (terça-feira)

– Valor deste trabalho escrito: 1,5 pontos

– O trabalho deve ser feito em DUPLA ou INDIVIDUALMENTE e de forma MANUSCRITA. Trabalhos que contenham as respostas digitadas NÃO serão aceitos.

– Caso existam trabalhos de grupos diferentes, mas com respostas iguais, ambos os grupos receberão nota 0 (zero) para a questão copiada. O mesmo serve para conteúdos copiados da Internet. Lembre-se: o professor também tem acesso a Internet e conhece o Google!

Qualquer dúvida, pergunte ao professor em sala ou através do blog!

Os 2 lados das Cruzadas: A versão cristã

TEXTO I (para os alunos de número ímpar)
"Os 2 lados das Cruzadas - A visão cristã"

Caso você ainda não tenha tirado o xerox na escola, clique nas imagens abaixo para ampliá-las e depois imprima os dois arquivos.



Os 2 lados das Cruzadas: A versão muçulmana

TEXTO II (para os alunos de número par)
"Os 2 lados das Cruzadas - A visão muçulmana"

Caso você ainda não tenha tirado o xerox na escola, clique nas imagens abaixo para ampliá-las e depois imprima os dois arquivos.



sexta-feira, 7 de maio de 2010

Museu croata recria visões, sons e odores da Idade da Pedra

A imagem acima parece real, não é? Isto é um exemplo de como a História e as demais ciências podem nos surpreender. Nada como utilizar as técnicas mais modernas para tentar recriar os ambientes mais antigos. Este é um boneco de cera encontrado no Museu Neardental, aberto em Fevereiro de 2010, em Krapina, pequena cidade da Croácia.
Mapa focado na divisão entre Europa, Ásia e África, com destaque para a cidade de Krapina, na Croácia. A segunda imagem mostra a caverna de Vindija, na mesma cidade, que foi ocupada pelos neandertais há aproximadamente 30.000 anos

Os primeiros achados arqueológicos (ossadas, ferramentas, armas) na região de Krapina datam do final do século XIX. Hoje, essa região é um dos maiores centros de estudos sobre os neandertais - que leva esse nome devido a outra região importante sobre este gênero de homo: a região de Neandertal, na Alemanha. Muita coisa se descobriu nestes mais de 100 anos de escavações e achados.

Mapa mundi com marcação (em verde) na área em que foram encontradas as maiores informações sobre os hominídeos neandertais
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O museu e seus personagens
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Imagine que toda a história do nosso Planeta, desde os primeiros primatas até a era dos computadores tivesse apenas 24 horas para ocorrer. Para se ter uma ideia de como a existência da nossa espécie neste mundo é breve, os primeiros hominídeos teriam surgido apenas às 23h52min. Ou seja, sobrariam apenas 8 minutos para a evolução do gênero homo e a chegada até a atualidade. A ideia do Museu Neardental é que percebamos como este processo aconteceu e o tempo que ele demorou.

Linha do tempo: a existência humana dos primatas ao homem moderno em apenas 24 horas

A forma com que os objetos são retratados no Museu Neardental, feitos a partir dos vestígios encontrados, parecem dar vida aos próprios bonecos e a Pré-História. Temos a impressão de que estamos frente aos homens que viviam nas cavernas e que praticavam a caça e coleta a partir das armas de pedra, madeira e ossos que eles mesmos faziam.

A cena central do museu - uma grande família neandertal reunida em volta de uma fogueira em uma caverna - impressiona especialmente devido aos odores fortes de suor e carne queimada que a acompanham, além de sons que visam reproduzir os sons típicos da Idade da Pedra.


Os avanços dos estudos sobre o tema

Quando ocorreram as primeiras descobertas sobre os neandertais, os pesquisadores acreditavam que eles eram muito mais próximos dos primatas do que da nossa espécie. Com o tempo, melhoria de técnicas, equipamentos e mais descobertas, a visão sobre este gênero mudou radicalmente.

"Hoje vemos os neandertais como humanos. Eles tinham emoções, eles ajudavam os fracos e doentes, temos indicativos de que faziam rituais de sepultamento e determinamos que eles possuíam o gene da fala, como nós. Mesmo que não tenham sido nossos antepassados diretos, foram parentes muito próximos de nossos ancestrais, o que faz deles nossos ancestrais", disse o paleoantropólogo Jackov Radovic.
Criança neandertal: reprodução em cera

Ele explicou que os cientistas ainda estão intrigados e divididos em relação ao período de vários milhares de anos durante o qual os neandertais conviveram lado a lado com os humanos modernos, até sua extinção final.

"Acredito - e existem algumas provas científicas nesse sentido - que eles se miscigenaram aos humanos, que houve troca de material genético. Algumas descobertas recentes em Portugal também provam que o contato entre as duas populações foi possível", disse ele.

Parte deste texto foi reproduzido a partir de:
http://entretenimento.uol.com.br/ultnot/reuters/2010/03/01/museu-croata-recria-visoes-sons-e-odores-da-idade-da-pedra.jhtm

Outra matéria interessante sobre o tema:

1ª Feira de Artesanato Árabe - de 5 à 30/05 - Shopping Quintino

Desde a última quarta-feira (dia 05) até o dia 30 de Maio ocorre no Shopping Quintino a 1ª Feira de Artesanato Árabe.

É uma oportunidade de conhecer, na prática, a cultura árabe, que estudamos em sala. Tapetes, tecidos, roupas, utensílios, entre outros produtos da cultura árabe se encontram à venda.

Shopping Quintino
R. Quintino Bocaiúva, No. 812

Mais informações pelo fone: (43) 3322-0404.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Mundo que vivemos x Mundo que queremos: façamos nossa parte!

Semanas atrás, preparei uma aula para a disciplina de Atualidades, para a turma da 7ª série da Escola Villasboas, a partir de dois quadros do programa CQC – Custe o Que Custar, da Rede Bandeirantes. A ideia base da aula era relacionar o “Mundo que vivemos x Mundo que queremos”.
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O primeiro vídeo mostrado aos alunos foi retirado do quadro “Teste de honestidade”, em que o repórter Danilo Gentili deixava cair, propositalmente, uma nota de R$ 50,00 para medir a reação da pessoa que pegava a nota. Infelizmente, muitos, mesmo vendo quem havia deixado cair a cédula no chão, não devolveram o dinheiro até que o repórter fosse entrevistá-los.
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Depois de um debate sobre o primeiro vídeo, passamos para o seguinte, que foi retirado do quadro “Cidadão em ação”. A produção do CQC testou a reação de funcionários e donos de estacionamentos privados ao ver motoristas, supostamente bêbados, mas que tentavam retirar seus carros como se nada tivesse acontecendo. Em outra parte da matéria, um motorista de van escolar passava um tempo em um bar e, aparentando embriaguez (novamente simulada), voltava a van para continuar – sem condição alguma – seu trabalho: entregar as duas últimas crianças às suas famílias. Neste caso, os cidadãos entraram em ação e tomaram as chaves do indivíduo, não o deixando dirigir e chamaram a polícia.
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Quando me deparei com as matérias “Questão de honestidade” e “Crime de apropriação de coisa achada” (Folha de Londrina, 01 de Maio de 2010), logo me vieram à mente dois casos: dos debates com a turma da 7ª série na aula “Mundo que vivemos x Mundo que queremos” e um caso ocorrido em uma sala de uma 5ª série da escola Barão do Rio Branco.
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É interessante notar que, em ambos os casos (matérias do CQC e da Folha de Londrina), o cidadão que de alguma forma não cumpre seu papel, acaba por cometer crimes que parecem tolos, mas que influenciam amplamente no processo de desenvolvimento, ou atraso, da nossa sociedade. Não adianta cobrar a classe política, se não fizermos nossa parte!
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Segue abaixo a reprodução (clique sobre as imagens para ampliá-las) das matérias veiculadas na Folha de Londrina e dos quadros do programa CQC.
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“Questão de honestidade” – Folha de Londrina, 01 de Maio de 2010:

“Crime de apropriação de coisa achada” – Folha de Londrina, 01 de Maio de 2010:

Teste de honestidade” – quadro do programa CQC:


“Cidadão em ação” – quadro do programa CQC:


Se você gostou, comente!
Abraços,
Professor Samuka.