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domingo, 9 de maio de 2010

"Liberdade é obediência às leis que a pessoa estabeleceu para si própria" (Rousseau)

No último dia 03 de Maio comemorou-se o dia da imprensa livre. A data foi escolhida pela UNESCO, braço da ONU que cuida das questões relacionadas a ciência, cultura e educação.

Liberdade de expressão individual e imprensa livre são itens primários para a manutenção de qualquer sistema democrático. Não são raros os casos que foram investigados e denunciados a partir do trabalho dos profissionais ligados aos meios de comunicação (jornais, rádios, emissoras de TV e, mais recentemente, sites da Internet).

Hoje, mesmo que com algumas ressalvas, a imprensa livre e a liberdade de expressão individual, existem em quase todas as sociedades democráticas. Casos recentes, como a censura a emissoras de televisão na Venezuela, bloqueios do governo da China a determinadas formas de busca em sites da Internet, a censura ao jornal O Estado de São Paulo, pela influência da família Sarney ou a censura ao quadro "Proteste Já" do CQC, nos mostram como, ainda hoje, se faz necessária a busca pela liberdade de expressão.
"Posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las"
Depois de séculos de governos absolutistas, os pensadores europeus do século XVIII surgem com um resgate das reflexões da Antiguidade e, aprimorando-as para a realidade de sua época, lançam o modelo que formata as sociedades ocidentais da modernidade: a liberdade. Se tal liberdade é plena ou não, é motivo para outra conversa. O que se propõe aqui é, analisar a mudança no pensamento que tais propostas trazem a partir de então.

A frase de Voltaire, filósofo iluminista, serve para ilustrar a busca pelo Estado de direitos. A democracia é fundamentada no princípio do livre pensamento e expressão que, muito provavelmente, não encontrará apenas pessoas favoráveis. E está aí a "graça" desde sistema. Você não tem a obrigação de concordar com a minha ideia, assim como eu não tenho a obrigação de concordar com a sua. Porém, existe a possibilidade de debatermos sobre nossas ideias e, desta forma, buscar ,juntos, os meios que levarão a melhora da nossa sociedade.
Voltaire

As Treze Colônias (EUA) e a França utilizam os princípios iluministas como pilares de sustentação para suas declarações de direitos. Estava lançada a semente... Cabia a cada país semeá-la. Cada qual, a fez de uma forma, mas a base passou a ser o Estado de direitos, com a Constituição delimitando direitos e deveres dos cidadãos.

O caso brasileiro
Entre as idas e vindas da democracia brasileira, sempre a volta de golpes e ditaduras, sofremos durante muito tempo com as amarras da censura. Durante o governo de Getúlio Vargas (1930-45), já durante o Estado Novo, é criado o Departamento de Ordem Política e Social (DOPS). Sua função nada mais era do que a de controlar, perseguir e reprimir qualquer movimento contrário ao governo. Tal departamento foi amplamente utilizado durante a Ditadura Militar (1964-85), para torturar e censurar políticos, jornalistas, artistas e cidadãos comuns.

"Liberdade é disciplina..."
Censura, portanto, é o ato de controlar e impedir as liberdades. Mas para que a liberdade não se transforme em libertinagem, desde a Constituição de 1988, a lei brasileira permite liberdade de expressão, com as seguintes limitações: a vedação do anonimato, o direito de resposta, a indenização por danos materiais e morais, bem como os direitos à honra e à privacidade.

Portanto, a liberdade deve ser tratada com seriedade. Temos direitos e deveres, e os mesmos têm limitações quando atingem ao próximo.

Princípios da Democracia

Liberdade de expressão no Brasil

Em defesa da democracia

Censura: confronto em campo aberto

O lado bom da liberdade na Internet

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Mundo que vivemos x Mundo que queremos: façamos nossa parte!

Semanas atrás, preparei uma aula para a disciplina de Atualidades, para a turma da 7ª série da Escola Villasboas, a partir de dois quadros do programa CQC – Custe o Que Custar, da Rede Bandeirantes. A ideia base da aula era relacionar o “Mundo que vivemos x Mundo que queremos”.
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O primeiro vídeo mostrado aos alunos foi retirado do quadro “Teste de honestidade”, em que o repórter Danilo Gentili deixava cair, propositalmente, uma nota de R$ 50,00 para medir a reação da pessoa que pegava a nota. Infelizmente, muitos, mesmo vendo quem havia deixado cair a cédula no chão, não devolveram o dinheiro até que o repórter fosse entrevistá-los.
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Depois de um debate sobre o primeiro vídeo, passamos para o seguinte, que foi retirado do quadro “Cidadão em ação”. A produção do CQC testou a reação de funcionários e donos de estacionamentos privados ao ver motoristas, supostamente bêbados, mas que tentavam retirar seus carros como se nada tivesse acontecendo. Em outra parte da matéria, um motorista de van escolar passava um tempo em um bar e, aparentando embriaguez (novamente simulada), voltava a van para continuar – sem condição alguma – seu trabalho: entregar as duas últimas crianças às suas famílias. Neste caso, os cidadãos entraram em ação e tomaram as chaves do indivíduo, não o deixando dirigir e chamaram a polícia.
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Quando me deparei com as matérias “Questão de honestidade” e “Crime de apropriação de coisa achada” (Folha de Londrina, 01 de Maio de 2010), logo me vieram à mente dois casos: dos debates com a turma da 7ª série na aula “Mundo que vivemos x Mundo que queremos” e um caso ocorrido em uma sala de uma 5ª série da escola Barão do Rio Branco.
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É interessante notar que, em ambos os casos (matérias do CQC e da Folha de Londrina), o cidadão que de alguma forma não cumpre seu papel, acaba por cometer crimes que parecem tolos, mas que influenciam amplamente no processo de desenvolvimento, ou atraso, da nossa sociedade. Não adianta cobrar a classe política, se não fizermos nossa parte!
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Segue abaixo a reprodução (clique sobre as imagens para ampliá-las) das matérias veiculadas na Folha de Londrina e dos quadros do programa CQC.
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“Questão de honestidade” – Folha de Londrina, 01 de Maio de 2010:

“Crime de apropriação de coisa achada” – Folha de Londrina, 01 de Maio de 2010:

Teste de honestidade” – quadro do programa CQC:


“Cidadão em ação” – quadro do programa CQC:


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Abraços,
Professor Samuka.