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quinta-feira, 19 de setembro de 2019
1ª Série - 3º Bimestre - Revisão para Prova 2
AMÉRICA COLONIAL
AMÉRICA PRÉ-COLOMBIANA
Por Jéssica Scheer Salles
A vinda dos europeus ao continente
americano, no século XV e XVI, foi interpretada pelos europeus como a
descoberta de novas terras, mas estas terras já eram ocupadas por povos
indígenas. Os primeiros povos da América não foram
nem os europeus nem os índios, e estudos em sítios arqueológicos já encontraram
vestígios, como os do povo de Lagoa Santa, que datam de, em média, 11.000 anos
atrás. Esses vestígios arqueológicos de esqueletos encontrados em Lagoa Santa,
por exemplo, apresentam características cranianas que se aproximam de populações
australianas e africanas, tanto atuais como do passado, e não tanto de
asiáticos atuais.
Os conquistadores europeus destruíram monumentos e
obras de arte, queimaram quase todos os códices (manuscritos pré-colombianos
encontrados principalmente no México centro-meridional). Segundo Cardoso, a
vinda dos europeus a América ocasionou a dizimação dos índios através de
epidemias repetidas, escravidão e trabalhos forçados, confisco de terras,
ruptura violenta da organização social, familiar, religiosa, cultural. Isto
afeta ao acesso a informação sobre as populações pré-colombianas.
Os aspectos religiosos da cultura Maia eram
fortemente ligados à astronomia, e os estudos astronômicos, por sua utilidade,
influenciavam várias outras práticas, como, por exemplo, a agricultura. Talvez
os Maias sejam justamente famosos pelo seu sistema de calendários. Uma das referências mais
importantes para a compreensão dos estudos arqueológicos em sítios Maias é o
Códice Dresden, o qual referencia datas de eclipses.
Como em muitas culturas, o desenvolvimento da
astronomia acontece intimamente ligado ao desenvolvimento da matemática, e os
Maias desenvolveram dois sistemas numéricos, um usado pela alta classe,
composta por religiosos, e outro usado pelas demais pessoas.
Diversas culturas, por todo o território americano,
floresceram antes da chegada dos europeus. Algumas destas possuíam alta
complexidade cultural e social em diversas áreas, como as mencionadas acima, e
muitas outras. O homem europeu, ao chegar às Américas, não se deparou com povos
primitivos, mas sim com culturas altamente ricas e desenvolvidas.
AMÉRICA
ESPANHOLA
Por Mundo Vestibular
A Espanha era uma metrópole mercantilista. Isto quer dizer que as
colônias só serviam para serem exploradas. A colonização só teria sentido se as
colônias pudessem fornecer produtos lucrativos. Desta forma, a maioria das
colônias espanholas (e também portuguesas) foram colônias de exploração, que
dependiam das regras impostas pela metrópole.
Quando a mineração decaiu, a pecuária e a agricultura passaram a ser as
atividades básicas da América Espanhola.
A Exploração do Trabalho
Em alguns
lugares, como Cuba, Haiti, Jamaica e outras ilhas do Caribe, houve exploração
do trabalho escravo negro. Porém, de modo geral o sistema de produção na
América Espanhola se baseou na exploração do trabalho indígena.
Os
indígenas eram arrancados de suas comunidades e forçados ao trabalho temporário
nas minas, pelo qual recebiam um salário miserável. Como eram mal alimentados e
tratados com violência, a maioria dos indígenas morria muito rápido.
A Sociedade Colonial Espanhola
A grande
maioria da população das colônias era composta pelos índios. A população negra
escrava era pequena e foi usada como mão de obra, principalmente nas Antilhas.
Quem realmente mandava e explorava a população nativa eram os espanhóis, brancos, que eram a minoria mas, eram os dominadores. Mesmo entre a população branca havia divisões, como :
Chapetones
- colonos brancos nascidos na Espanha. Eram privilegiados.
Criollos -
brancos nascidos na América e descendentes dos espanhóis. Eram ricos,
proprietários de terras, mas não tinham os mesmos privilégios dos Chapetones.
Além
disso, a mistura entre brancos e índios criou uma camada de mestiços.
Os
primeiros conquistadores foram também os primeiros administradores. Eles
recebiam da Coroa espanhola o direito de governar a terra que tivessem
descoberto.
Com o
crescimento das riquezas, como o ouro e prata descobertos, a Coroa espanhola
foi diminuindo o poder desses primeiros administradores e passou ela própria a
administrar. Dessa forma, passou a monopolizar o comércio e criou órgãos para
elaborar leis e controlar as colônias.
TREZE COLÔNIAS INGLESAS
Por Toda Matéria
As 13
colônias inglesas que desencadearam o processo de formação dos Estados Unidos
foram instaladas na costa leste da América no Norte no decorrer do século XVII.
Os
territórios foram fundados em épocas diferentes e não tinham vínculos. A
colonização ocorreu no decorrer do século XVII, quando a Grã-Bretanha vivia um
período de revoluções e disputas políticas e religiosas. Os conflitos abalavam
o absolutismo monárquico.
Por
discordar dos ideais absolutistas, grupos de protestantes calvinistas deixaram
a Grã-Bretanha e procuraram a América.
Colônias do Norte
A região norte das 13 colônias foi denominada Nova
Inglaterra. A fixação do colonizador foi facilitada pelas condições climáticas
muito semelhantes às da Inglaterra. O processo foi denominado colonização de
povoamento. Nessa região foi desenvolvida a agricultura de subsistência e o
trabalho de mão-de-obra livre. Começam a surgir as primeiras cidades da costa
leste: Nova York, Filadélfia e Boston.
A economia era baseada no comércio marítimo com as
colônias espanhola e portuguesa da América do Sul. Também eram realizadas
transações comerciais com a África.
Colônias do Sul
Ao contrário das colônias do norte, as áreas exploradas
na região sul da costa leste desenvolveram o sistema de exploração. Nessa
região o clima era subtropical, o que favoreceu a implantação da monocultura de
produtos como arroz, algodão e tabaco.
No sul também foi difundida a exploração da
mão-de-obra escrava negra africana. Praticamente toda a produção do sul era
voltada para a exportação, enquanto o norte concentrava-se no mercado interno.
BRASIL COLONIAL
Carta de
Pero Vaz de Caminha
Da
descoberta à expansão territorial
A parte
que nos interessa desse documentário (visando a prova) vai de 4:45 até os 17
minutos.
Bandeirantes
quinta-feira, 22 de agosto de 2019
segunda-feira, 19 de agosto de 2019
1ª Série - 3º Bimestre - Revisão para Prova 1
RENASCIMENTO CULTURAL E CIENTÍFICO
Folha Educação
UOL Educação
O Renascimento pode ser considerado como um marco do início da Idade Moderna, uma vez que reflete o desenvolvimento de uma nova vida e de uma nova mentalidade, vinculadas à ascensão da cidade e da burguesia.
Foi nas cidades italianas que essa nova cultura se desenvolveu, cidades mercantis desde as Cruzadas, que viram o nascimento de uma camada social ligada ao comércio: a burguesia. Nos séculos XV e XVI, o Renascimento se espalha pela Europa.
A vida urbana, por si só, implicava o estabelecimento de novas formas de relacionamento social, diferentes daquelas estabelecidas no mundo feudal. Somam-se a isso a necessidade de justificar o comércio e a preocupação com a obtenção do lucro, mentalidade condenada pela Igreja Católica.
Outros fatores contribuíram para o surgimento e para o desenvolvimento desse movimento, como o aperfeiçoamento da imprensa (criada por Gutenberg e que contribuiu para a difusão do conhecimento para um grupo maior de pessoas), a decadência de Constantinopla e a prática do mecenato (burguesia rica, que se dispôs a financiar a produção artística e intelectual da época).
Os tipos móveis, de Gutenberg
O Renascimento cultural foi a retomada dos valores clássicos, greco-romanos, mas não devemos considerá-lo uma cópia, pois os valores são semelhantes, mas não as ideias. As características revalorizadas foram o racionalismo, o antropocentrismo (em oposição à cultura medieval, teocêntrica), o individualismo, o hedonismo, o naturalismo e o otimismo. Foi um movimento de glorificação do homem.
De modo geral, pode-se dizer que o Renascimento ocasionou uma imensa renovação nos mais variados campos do conhecimento e produziu artistas, pensadores, cientistas cujos trabalhos influenciaram toda a produção intelectual dos séculos seguintes.
REFORMA RELIGIOSA
UOL Educação
As reformas protestantes inseriram-se no contexto mais amplo que marcou a Europa a partir da Baixa Idade Média, expressando a superação da estrutura feudal tanto em termos da fé como também em seus aspectos sociais e políticos.
A constante busca por um aumento da renda que sustentava o imenso luxo em que vivia o clero, levou a Igreja a intensificar, durante a Idade Média, práticas como a venda de relíquias sagradas ou de cargos eclesiásticos (práticas conhecidas como simonia) e a venda de indulgências (absolvição dos pecados cometidos).
Há outros elementos decisivos nesse processo. Os reis, ao buscarem se fortalecer politicamente, vão entrar em choque com o poder da Igreja. Na Inglaterra, por exemplo, romper com a Igreja Católica e criar uma nova Igreja sob seu comando foi a forma encontrada pelo rei para se libertar do poder político do papado.
Além disso, os dogmas da Igreja, de condenação à usura e ao lucro excessivo, representavam um forte obstáculo para a burguesia, que vai ter interesse em romper com os entraves impostos pelo catolicismo e adotar uma nova religião, para a qual suas práticas não se constituíssem em pecados e fossem consideradas como dignificantes do homem.
LUTERANISMO
Em 1517, o monge Martinho Lutero fixou na porta da catedral de sua cidade um documento intitulado "95 Teses Contra as Indulgências". Nele, não apenas Lutero criticava violentamente a prática da Igreja, denunciando que o dinheiro das indulgências era usado para financiar o luxo do clero e atacando seu desregramento, como também se opunha a dogmas da Igreja. Ao afirmar que as indulgências eram incorretas, pois o fiel se salva não pelos atos que pratica, mas pela fé, Lutero incorria numa negação à doutrina da Igreja, uma heresia do ponto de vista da Igreja Católica, expondo-se assim à ação da Inquisição.
Excomungado como herege em 1520 pelo papa, príncipes alemães e a alta nobreza ocultaram Lutero num castelo da Saxônia, impedindo sua execução. Durante os três anos em que ficou oculto, Lutero traduziu a Bíblia para o alemão, numa forma de tornar seu conhecimento mais difundido entre a população, de modo a provar o quanto a Igreja havia se afastado dos propósitos cristãos. Em sua maioria, os príncipes alemães declararam-se adeptos da nova religião proposta por Lutero.
Por outro lado, as ideias de Lutero despertaram o apoio dos camponeses, vendo nos ataques à Igreja uma oportunidade de reduzirem o grau de profunda desigualdade e exploração. Lutero voltou-se violentamente contra esses movimentos, posto que, dependente do apoio dos nobres, ele jamais poderia colocar-se ao lado de revoltas camponesas.
Já em 1527, Lutero elaborou a Confissão de Augsburgo, que estabelecia os princípios de sua doutrina. Por ela estabelecia-se: que as Escrituras Sagradas eram o único dogma da nova religião; a fé era vista como a única fonte da salvação; a livre interpretação da Bíblia passava a ser permitida; adotava-se o alemão, e não mais do latim, como idioma nos cultos religiosos; a Igreja passava a ficar submetida ao Estado; e, finalmente, permaneciam apenas dois sacramentos: o batismo e a eucaristia.
CALVINISMO
João Calvino (1509-1564), que, fugindo da perseguição aos protestantes na França, refugiou-se na cidade de Genebra. Já em 1536, Calvino publicou sua obra "Instituição da Religião Cristã". Segundo a visão de Calvino, a salvação só se alcança através da fé, mas ela é concedida por Deus a alguns eleitos (predestinação), sendo que o homem é pecador por natureza. O culto foi ainda mais simplificado, resumindo-se a comentários bíblicos feitos por sacerdotes sem paramentos, em igrejas simples e despojadas de imagens. A exemplo do luteranismo, apenas o batismo e a eucaristia foram conservados.
"Deus chama a cada um para uma vocação particular cujo objetivo é a glorificação dele mesmo. O comerciante que busca o lucro, pelas qualidades que o sucesso econômico exige: o trabalho, a sobriedade, a ordem, responde também o chamado de Deus, santificando de seu lado o mundo pelo esforço e sua ação é santa". Essa passagem demonstra que as ideias de Calvino possuíam conformidade com a sociedade urbana em formação, o que fez com que seu pensamento fosse difundido rapidamente, muito mais do que as ideias luteranas.
ANGLICANISMO
O aspecto político das reformas teve, na Inglaterra, sua manifestação mais evidente. O próprio fato de a reforma religiosa ter sido conduzida diretamente pelos reis ingleses serve como comprovador dessa visão. Em meio à crise provocada na Alemanha pelo movimento luterano, Henrique VIII aproveitou-se do momento favorável para estabelecer um confronto com o papado.
Casado com a nobre espanhola, Catarina de Aragão, Henrique VIII tivera com ela uma filha, Mary. Impossibilitada de ter outros filhos, Catarina criava uma situação potencialmente perigosa para a monarquia inglesa. Sem filhos homens (o trono inglês jamais fora ocupado até então por uma mulher), Henrique VIII alegava o risco de morrer sem um herdeiro. Alegando a imperiosa necessidade de um herdeiro, Henrique solicita ao papa a anulação de seu casamento com Catarina. Tratava-se de uma manobra obviamente destinada a criar um confronto.
Ante a recusa papal, Henrique VIII anulou por conta própria seu casamento, desposando, em seguida, Ana Bolena. Excomungado pelo papa, Henrique VIII reagiu, em 1534, com o Ato de Supremacia, por meio do qual ele criou uma Igreja nacional chamada Igreja Anglicana, da qual era o chefe. Confiscou ainda os bens do clero católico na Inglaterra, distribuindo-os especialmente entre a gentry, a camada de pequenos e médios proprietários rurais, o que lhe assegurou uma ampla base de apoio.
CONTRARREFORMA
A contínua expansão do protestantismo por toda Europa colocou a Igreja Católica em uma situação crítica. Impunha-se uma reforma para moralizar o clero e, ao mesmo tempo, desencadear o combate às novas religiões, classificadas como heresias.
O surgimento da Companhia de Jesus, em 1534, por obra de Ignácio de Loyola, revelou-se fundamental para a realização da Reforma católica. Os jesuítas, chamados de "soldados de Cristo", devotavam cega obediência ao papa. Em 1543 foi elaborado o Index Librorum Prohibitorum, ou simplesmente Index, um catálogo que incluía obras de leitura proibida aos católicos.
O Concílio de Trento reuniu-se em 1545, durando até 1563. Ele produziu uma Igreja reformada, embora os dogmas católicos não sofressem alteração: o princípio da salvação pelas boas obras foi confirmado; o culto à Virgem e aos santos foi reafirmado; a infalibilidade papal, o celibato clerical e a indissolubilidade do casamento foram mantidos. A disciplina do clero foi restabelecida: fixaram-se condições e idades mínimas para o exercício das funções eclesiásticas; a venda de indulgências foi proibida. Criaram-se seminários para a formação dos eclesiásticos.
Com a Igreja revigorada, os católicos dedicaram-se à Contrarreforma, com o sistemático combate às religiões protestantes. Internamente, a Inquisição encarregou-se de manter o controle sobre as populações católicas, perseguindo os heréticos e contendo a difusão das doutrinas protestantes.
O maior êxito da Contrarreforma deu-se pela difusão do catolicismo entre os povos pagãos, por meio da catequese. Graças ao controle ibérico sobre a maioria da América, as massas indígenas foram convertidas, e os esforços, especialmente dos jesuítas.
GRANDES NAVEGAÇÕES
A parte que nos interessa desse documentário (visando a prova) é do início até os 4 minutos e 45 segundos.
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